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	<title>BLOG Argentina &#187; Carnaval Gualeguaychu</title>
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	<description>Turismo em Argentina</description>
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		<title>Carnaval mais grande do mundo &#8211; Gualeguaychú, Argentina</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 12:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval Gualeguaychu]]></category>

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		<description><![CDATA[É o que estão espalhando. Em língua de &#8220;castiano&#8221;, conforme o vulgo chama pejorativamente o idioma de Jorge Luís Borges. Sambódromo, sambas-enredos, escolas, baterias, pastoras, cuidai-vos! Corremos, ou vocês correm, o risco de perder o título &#8211; logo para quem &#8211; os argentinos. Sim, senhor. Os argentinos. Que, dizem lendas urbanas, suburbanas e a vox [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ingress">É o que estão espalhando. Em língua de &#8220;castiano&#8221;, conforme o vulgo chama pejorativamente o idioma de Jorge Luís Borges.</p>
<p>Sambódromo, sambas-enredos, escolas, baterias, pastoras, cuidai-vos! Corremos, ou vocês correm, o risco de perder o título &#8211; logo para quem &#8211; os argentinos. Sim, senhor. Os argentinos. Que, dizem lendas urbanas, suburbanas e a vox populi, nós odiamos. Mas odiamos com fervor desenfreado. Dizem, repito e insisto.</p>
<p>Eu, de minha parte, a única que tenho, sempre gostei deles. Do tango, do futebol (de Di Stefano a Maradona), do palavrão com boca cheia que de uns tempos para cá começaram a surgir em bons filmes do país vizinho. Agora, ousados, ou abusados, ameaçam nosso carnaval. Eu vou logo de título de chanchada ou marchinha antiga: devagar com a louça.</p>
<p>Já vi em mais de um jornal britânico. Artigos e anúncios de agências de viagens. Traduzo resumindo de bate-pronto à melhor maneira do grande Pedernera: o carnaval carioca já era. Até agora, além de nossas frutas e moças à beira-mar plantando bananeiras, o Rio dá (ou dava) um banho em matéria de carnaval. Carnaval é com a gente. Brasil país do carnaval, além de livro beirando o clássico, virou cultura popular, frase traduzida em todas as línguas vivas ou beirando a existência.</p>
<p>Nem pensem no carnaval de Veneza. As máscaras são bonitas. E só. Servem apenas para ocultar uma suprema falta de graça e de cintura. Agora, em matéria de gôndola, forçoso admitir, eles dão um banho.</p>
<p>O carnaval que nos ameaça é o de Gualeguaychú, cidade que fica a umas três horas e meia de ônibus de Buenos Aires. Uma espécie de Petrópolis dos áureos tempos onde as classes média e alta vão passar o fim-de-semana. Gualeguaychú já tem até seu sambódromo, que eles chamam de &#8220;corsódromo&#8221;, pois ainda fazem (e eu entendo isso) o corso, para quem já se esqueceu do que era. Meio passadão, confere? A coisa, eu ia escrever &#8220;bandalheira&#8221;, feito conosco se passa, não pára aí. Dançam sambas, as mulheres usam fantasias ousadas, sacodem tudo que têm de sacudível, sempre ao ritmo de tambores, flashes das câmeras fotográficas e gritos de entusiasmo de todos os habituais 30 mil espectadores. Que ou pulam, ou assistem à pulação, durante 10 sábados sucessivos a partir de janeiro.</p>
<p>Uns bons 150 mil visitantes acorrem aos festejos. Capaz de ter brasileiro nesse meio. Dá para ir, ver, brincar um pouquinho, dar uma descansada, brincar de novo e ainda voltar para ver o desfile das escolas de samba no Rio. Aí então, sem confessar que se divertiram à beça, metem o pau. &#8220;Afinal de contas, é coisa de argentino, bolas!&#8221;, dizem para seus botões e os de quem mais quiser ouvir.</p>
<p>O carnaval de Gualeguaychú é uma mistura de costumes pré-cristãos e festivais religiosos. Feito o nosso. Sua tradição também é boa: remonta a uns bons cem anos. Portanto, se imitação for, não é recente. Sua popularidade atual deve-se ao empenho do dono de um supermercado que investiu violentamente nos eventos sabáticos em fins dos anos 1970. Os negócios do homem foram à falência logo depois. De fracassos os sucessos são feitos, deve ter dito uma marchinha assim-assim dos anos 30. Foram pegando, os carnavalescos gualeguaychianos, um pouquinho de tudo. Do candomblé da comunidade negra uruguaia à chacarera, o equivalente rural do tango argentino.</p>
<p>Três grandes &#8211; vamos pensar em termos de escolas, para facilitar &#8211; grupos dominam os festejos, sendo que o mais famoso (famoso para quem?) é o de Marí-Marí, uma espécie de Mangueira, Salgueiro e Beija-flor reunidos num só. Bordão da escola-grupo: &#8220;Marí-Mari, el mayor carnaval del mundo&#8221;. É, estão folgando, procurando criar caso.<br />
A turma carnavalesca argentina capricha em seus carros alegóricos e suas equivalentes a nossas pastoras fantasiam-se, sumariamente, como é de regra, baseadas em temas maias e aztecas.</p>
<p>No sábado, dia 5 de março, será escolhido o Rei do Carnaval de Gualeguaychú. Um evento emocionante, garante a publicidade do evento, coroando &#8211; ainda segundo eles &#8211; o que está destinado a ser &#8220;el mayor carnaval del universo&#8221;.</p>
<p>Cabrochas, rapaziada da bateria, carnavalescos, cuidai-vos. Argentino quando cisma é fogo.<br />
______________________________________<br />
FONTE:<br />
&#8220;El mayor carnaval del mundo&#8221;<br />
Cultura &amp; Entretenimento<br />
Ivan Lessa<br />
Colunista da BBC Brasil<br />
6 de fevereiro, 2009<br />
<a href="http://www.bbc.co.uk">http://www.bbc.co.uk</a><br />
<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/01/090206_ivanlessavaleesta_tp.shtml">http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/01/090206_ivanlessavaleesta_tp.shtml</a></p>
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